Deputado do PL diz que mulheres são “responsáveis pela procriação”

General Girão (PL-RN) falava à CPI do MST quando foi interrompido por Sâmia Bomfim (Psol-SP); reunião teve discussão

O deputado General Girão (PL-RN) disse nesta 4ª feira (12.jul.2023) que respeita as mulheres, “porque elas são responsáveis pela procriação e pela harmonia da família”. A fala foi durante discussão entre congressistas governistas e oposicionistas na reunião da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do MST na Câmara. “As mulheres têm responsabilidade, sim, e eu as respeito muito, porque elas são responsáveis pela procriação e pela harmonia da família”, declarou.

ENTENDA A DISCUSSÃO 

Mais cedo, enquanto estava com a palavra, a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) chamou o colegiado de “chorume bolsonarista” e declarou que não o chama de “CPI do Circo”, por “respeito aos palhaços”. Também se referiu ao relator, Ricardo Salles (PL-SP), como “chorume genocida que segue na comissão”. O deputado foi ministro do Meio Ambiente do ex-presidente Jair Bolsonaro de 2019 a 2021.

Minutos depois, o deputado Éder Mauro (PL-PA) disse que as deputadas Sâmia Bomfim (Psol-SP) e Talíria Petrone (Psol-RJ) faziam parte do “chorume comunista” e pediu que fossem retirados trechos da transcrição da reunião onde as congressistas o teriam o acusado de tortura. O deputado também as acusou de financiar invasões de terra. 

Bomfim respondeu ao deputado Éder que “os adesivos” da campanha eleitoral dele “estão todos na [Complexo Penitenciário da] Papuda com os golpistas que invadiram o Congresso”, em referência aos ataques do 8 de Janeiro.

O tempo de fala foi dado ao deputado Girão. Bomfim citou a abertura do inquérito pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes contra Girão por suposta incitação aos atos do 8 de Janeiro. A ação foi distribuída a Moraes na semana passada. 

Salles, em tom irônico, disse a Bomfim que ela “é a deputada que nunca interrompe ninguém, que é só interrompida”. Salles solicitou à secretaria da mesa da CPI que os integrantes da CPI representassem contra Sâmia, que por sua vez reclamou que a mesma conduta não foi tomada quando ela foi interrompida.

General Girão pediu para que a Polícia Legislativa retirasse Sâmia da sala de comissão. A deputada, então, com o microfone desligado, chegou a interromper Girão algumas vezes, que estava com o tempo de fala. O presidente da comissão, Coronel Zucco (Republicanos -RS), ameaçou interromper a reunião, caso a congressista não permitisse que os demais falassem. 

Depois que os ânimos se acalmaram, o deputado Girão disse que a deputada Sâmia “acha que porque é mulher não pode ser interrompida”.

“A população brasileira que está nos assistindo aqui na televisão, deputada, está vendo a atitude de Vossa Excelência, e nós lamentamos bastante. As mulheres têm responsabilidade, sim, e eu as respeito muito, porque elas são responsáveis pela procriação e pela harmonia da família”, declarou General Girão ao terminar seu pronunciamento. A declaração do deputado causou tensão entre os congressistas presentes na reunião. 

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