Diversidade marca show da 16ª edição do Latinidades em Brasília

Após três dias de muitos debates, oficinas, rodas de conversa e trocas culturais, o Museu Nacional de Brasília recebeu ontem (8) o show da 16ª edição do Festival Latinidades, que começou na quinta-feira (6). O evento é um espaço de articulação política e cultural em torno do 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.

O tema deste ano é o Bem Viver, um conceito que inverte a lógica atual de funcionamento do mundo e das economias e dá lugar ao cuidado com as pessoas e o meio ambiente, ao invés da busca por lucro e desenvolvimento a todo custo. 

Pela primeira vez, o festival também terá programação no Rio de Janeiro (dia 15 de julho), em São Paulo (21 a 23 de julho) e em Salvador (29 e 30 de julho). A programação completa pode ser conferida no site do Latinidades (https://latinidades.afrolatinas.com.br/). São Paulo e Salvador ainda não fecharam as atrações.

Shows

A partir das 19h, a atração na área externa do Museu Nacional foi Dj Beatmilla, artista não-binário do Recanto das Emas. Com ênfase na música preta e influências afrolatinas, trouxe diversidade de ritmos e sets inovadores e criativos, unindo ancestralidade com afrofuturístico. Em seguida, quem subiu ao palco foi a cantora, compositora e instrumentista Letícia Fialho, brasiliense que leva para sua música a vivência do subúrbio e da boemia cariocas.

Às 21h a “Rainha do Flamenco” Concha Buika (https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-07/atracao-do-latinidades-buika-se-declara-vida-e-um-premio ) traz a representatividade das mulheres negras da Espanha com seu jazz, soul e blues unidos à música africana e cubana. A cantora BellaDona dá sequência à festa, com sua mistura de raggaeton, trap, funk e a essência do rap de Brasília.

Na programação, a 00h30 a banda de pagodão baiano A Dama aterrissou no cerrado com suas letras antimachistas, revelação do carnaval de Salvador em 2020. Fechando a noite, a rapper Flora Matos mandou seu papo reto de volta a sua terra natal.

A apresentadora da noite foi a DJ Aisha Mbikila, que segue sua missão de conexão diaspórica pelo mundo, levando na bagagem muita música, moda e audiovisual. “Estou radiante em fazer parte desse evento multicultural que celebra a cultura afro-latina e promove o empoderamento das mulheres negras. Através da música, arte, debates e atividades, buscamos fortalecer a identidade e a luta dessas mulheres, promovendo igualdade e inclusão social”, declarou ela em suas redes sociais.

Encerramento

A última atração do Latinidades em Brasília este ano será a gira de conversa Bem Viver Ubuntu, hoje (9) no espaço Ilê Asè Oya Bagan, no Paranoá. As convidadas são Nilma Bentes, engenheira agrônoma, ativista negra e propositora da Marcha das Mulheres Negras; Beth de Oxum, Iyalorixá do Ilê Axé Oxum Karê, mestra coquista e comunicadora pernambucana; Carla Akotirene, assistente social e doutora em estudos feministas pela Universidade Federal da Bahia. A mediação será da ativista e produtora Janaina Costa, natural do Quilombo do Macuco, no Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais. 

O show da Mestra Martinha do Coco, natural de Olinda, Pernambuco, e considerada uma Mestra Griô do cerrado, encerra o evento.

Edição: Aécio Amado

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