Entre escombros e lágrimas, moradores começam a consertar casas após temporal

Entre escombros e lágrimas, moradores de Dourados começam a consertar casas após forte temporal que atingiu a cidade a 221 km de Campo Grande. Na tarde de ontem (31), um grupo se reuniu para tentar organizar o que sobrou das residências.

Conforme o site Dourados News, as pessoas começaram limpezas e consertos desde as primeiras horas da manhã. A dona de casa Daniele de Jesus Batista, se emociona ao relembrar do drama da última noite, ela estava na casa da tia quando tudo aconteceu, mas seu marido estava na residência com a mãe e uma criança pequena.

Quando o telhado foi levado pelo vento, eles se abrigaram no carro, que também foi atingido por parte de um muro que desabou.

“Molhou tudo, perdemos colchão, cama, enfim, tudo. Graças a Deus eu pude contar com a minha família que veio hoje pra ajudar a gente cobrir a casa pra pelo menos ter um local seguro pra passar a noite, agora precisamos recomeçar e contar com ajuda das pessoas”, conta.

Maykon Dantas estava comemorando o seu aniversário na noite de ontem. Há dois dias ele reinaugurou a sua empresa de lajes após uma reforma na qual trabalhou por dois anos.

Ainda segundo o portal, a reforma era o sonho do pai, que morreu há quase três anos e do avô, que inaugurou a empresa no ano de 1975. O patriarca faleceu há um mês, então além de comemorar seu aniversário, Maykon comemorava o sonho realizado da família.

“Há dois dias eu inaugurei, olhei pra loja e falei: Pai eu Consegui! Era o sonho dele, estava do jeito que meu avô e pai queriam. Agora não sobrou nada. Desabou tudo, o vento derrubou toda estrutura e a chuva estragou o material de produção. Eu não sei nem por onde começar, era o sustento da minha família e agora está tudo no chão”, desabafa o comerciante.

A operadora de produção, Jessica Garcia Pereira, 28, estava no trabalho quando o temporal passou pelo local. Na casa estava o marido com os quatro filhos pequenos, que só se salvaram porque se abrigaram embaixo da cama beliche.

“O vento saiu levando tudo, meus filhos só se salvaram porque meu esposo estava em casa e ajudou a proteger as crianças no beliche, perdemos tudo. As crianças dormiram na vizinha e eu e meu esposo no carro, que foi a única coisa que sobrou. Esse dia foi um pesadelo, só temos a roupa do corpo, graças a Deus alguns amigos vieram nos ajudar, trouxeram alimentos e roupas. Mas precisamos de doação de material para pelo menos cobrir as paredes que ficaram em pé”, relata.

O marceneiro Willian da Silva tinha acabado de chegar em casa com a esposa, quando o tempo fechou e em poucos minutos ouviu um estrondo, ele correu e tentou proteger a esposa, quando sentiu o impacto da parede que caiu sobre suas costas.

“Consegui me apoiar na máquina de lavar, foi aí que ela conseguiu sair e tirar um pouco dos tijolos pra eu conseguir sair, nós fomos para o carro quando lembrei do nosso cachorro que só se salvou porque a casinha dele era de pneus o que evitou a parede de cair nele. Andamos quatro quadras no escuro até chegar no meu sogro que me levou para o hospital porque eu já estava quase desmaiando”, disse.

A Prefeitura através da Defesa Civil, Guarda Municipal e Secretaria de assistência Social estiveram no bairro com o reforço do Exército para atender as centenas de pessoas que ficaram desabrigadas e agora precisam da doação do básico.

Para quem puder ajudar com doação de roupas, colchões, móveis, material de construção, alimentos, produtos de higiene pessoal, entre outros, a prefeitura montou um centro de arrecadação na sede da Guarda Municipal, no Parque Arnulpho Fioravanti, atrás do terminal rodoviário.

Uma central de distribuição de doações e cadastro das famílias foi montada na Escola Estadual Djalma Barros, no Dioclécio Artuzi, onde são realizados o acolhimento inicial e os encaminhamentos necessários para atender as famílias.



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