Microsoft consegue a luz verde da justiça americana para concluir a compra da Activision-Blizzard

Gigante da tecnologia estava há mais de um ano tentando efetivar a compra de uma das maiores empresas de jogos eletrônicos do mundo.

Nesta terça-feira (11) a Microsoft, criadora da família de consoles de videogames Xbox, venceu um processo movido pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em Inglês) e finalmente tem a permissão de efetivar a compra da empresa Activision Blizzard por cerca US$ 69 bilhões.

Para os desavisados, está é uma das maiores aquisições na história do entretenimento, já que Activision é a responsável pelas franquias de jogos Call of Duty, e Candy Crush Saga, que arrecadam bilhões de dólares todos os anos, além possuir dezenas de estúdios e franquias sob o seu guarda chuva.

O fato também marca uma mudança geral no mercado de jogos, que há anos tem a Sony e seu console Playstation na liderança, devido ao seu marketing agressivo e práticas consideradas por alguns como anti-consumidores, como contratos por trás das câmeras com outras publicadoras e desenvolvedoras de jogos para que seus lançamentos não cheguem ao Xbox ou atrasem até anos para serem lançados.

Obviamente, a aquisição não foi um mar de rosas, muitos órgãos antitruste pelo mundo questionaram o compromisso da Microsoft de manter os lançamentos futuros da Activision disponíveis em seus concorrentes, e até chegaram a bloquear a aquisição em seus respectivos país, como a Autoridade de Mercados e Competição (CMA, em inglês), fez no Reino Unido.

Contudo, a ação do órgão britânico não impede a aquisição da Activision, mas proíbe que a Microsoft tenha negócios no Reino Unido caso conclua a transação, porém a decisão de hoje da justiça americana abre um precedente bem amplo para que a Microsoft recorra e derrube a decisão da CMA ainda este ano.

O que disse a decisão?

A juíza Jacqueline Corley argumentou em sua decisão que a aquisição “tem sido descrita como a maior da história da tecnologia” e que, por isso, “merece escrutínio”.

Ela ainda discordou da FTC que a compra levaria a um monopólio e que o console concorrente da Sony, o PlayStation, não teria acesso à franquia “Call of Duty”, central nos argumentos do órgão.

“Esse escrutínio valeu a pena: A Microsoft se comprometeu por escrito, em público e na corte, em manter ‘Call of Duty’ no PlayStation por 10 anos em igualdade com o Xbox. Ela fez um acordo com a Nintendo para levar ‘Call of Duty’ ao Switch. E chegou a diversos acordos para levar pela primeira vez conteúdos da Activision a diversos serviços de jogos na nuvem”, afirmou ela.

O presidente da Microsoft, Brad Smith, comemorou a conclusão do processo.

“Estamos gratos à Corte de San Francisco por esta decisão rápida e minuciosa e esperamos que outras jurisdições continuem a trabalhar em direção a uma solução em tempo”, afirmou o executivo em comunicado.

“Como demonstramos consistentemente ao longo deste processo, estamos comprometidos a trabalhar criativamente e colaborativamente para lidar com preocupações regulatórias.”

Ele ainda afirmou que agora a empresa “volta a focar no Reino Unido”, onde entrou entrou com um pedido conjunto com a CMA para pausar o recurso movido pela empresa no país.

“Enquanto no fim discordamos das preocupações da CMA, estamos considerando como a transação pode ser modificada para lidar com essas preocupações de uma forma que seja aceitável para a CMA”, disse Smith.

Em comunicado, o porta-voz da FTC, Douglas Farrar, afirmou que o órgão ainda avalia os próximos passos.

“Estamos decepcionados com esta conclusão considerando a ameaça clara que esta fusão oferece à competição livre em jogos na nuvem, serviços por assinatura e consoles. Nos próximos dias vamos anunciar nosso próximo passo para continuar a lutar para preservar a competição e proteger os consumidores”, disse ele.

  • Texto: Allan Klinsmann Pinheiro

*Com informações do site G1

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