MS Day: evento na CNI mostra por que Mato Grosso do Sul tem atraído tantas empresas

Empresários se reúnem nesta terça em SP para conhecer de perto indicadores, programas e projetos que fazem de Mato Grosso do Sul uma terra de oportunidades

Os números falam por si. Neste ano, os investimentos de capital privado em Mato Grosso do Sul deverão totalizar R$ 58 bilhões, o que envolve a criação de aproximadamente 25 mil empregos diretos. Mais: fará com que o estado seja o que mais recebeu recursos da iniciativa privada no país.

Faltou falar que a indústria de MS é responsável por exportar mais de US$ 5 bilhões, o que faz dela uma das dez mais importantes do Brasil. Não à toa, mais de R$ 50 bilhões estão previstos nos próximos anos para a ampliação de fábricas no estado.

Ao todo, mais de 6 mil empresas industriais estão ativas por lá — e com aproximadamente 150 mil trabalhadores formais diretamente empregados. Com produção anual superior a R$ 86 bilhões, a indústria de transformação de Mato Grosso do Sul cresceu 921% nos últimos 15 anos. Nenhuma outra registrou um salto tão expressivo no país.

O que é o MS Day?

Para fomentar novos negócios e detalhar os atrativos oferecidos pelo estado — que, por sinal, apresentou nos últimos três anos o maior crescimento individual do PIB no Brasil —, o governo de Mato Grosso do Sul promove nesta terça-feira, 1º de agosto, em São Paulo, o MS Day. Quem não puder comparecer ao evento, pode se cadastrar aqui para receber mais informações.

Organizado em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), o evento reunirá empresários e CEOs de diferentes segmentos na sede da Confederação Nacional da Indústria, a CNI. Começa às 9h e termina às 17h30. O endereço é Rua Surubin, 504, 9º andar, Brooklin Novo, em São Paulo (clique aqui para mais informações).

Oportunidades em Mato Grosso do Sul

Governador do estado, Eduardo Riedel conta o que tem tornado Mato Grosso do Sul referência em atrair novos investidores. “No campo administrativo, reduzimos drasticamente o número de secretarias e o custeio, e assim nos tornamos o governo mais enxuto do país”, explica. “Mudamos também processos internos, que ampliaram a credibilidade do estado”. Um exemplo? Mato Grosso do Sul saltou do último lugar no ranking nacional da transparência para uma das cinco melhores posições.

Os avanços relacionados à previdência estadual e ao teto de gastos para os três poderes também merecem registro, assim como o saneamento das contas públicas e a recuperação da capacidade de investimentos do estado.

“Hoje somos o estado que mais investe per capita no Brasil”, acrescenta Riedel. “Modernizamos os incentivos fiscais e criamos um ambiente de negócios diferenciado para atrair mais investimento privado, com simplificação burocrática, incentivos robustos, oferta de infraestrutura e um grande programa de concessões nas áreas de saneamento, infovias, rodoviária e energética, que agora alcançará também outras áreas”.

Como será o MS Day?

Para o MS Day, um andar inteiro da CNI ganhou ambientação especial que ajuda a detalhar as potencialidades de Mato Grosso do Sul. O espaço destaca cinco eixos temáticos que ajudam a entender por que o estado virou sinônimo de terra de oportunidades.

Um deles envolve a política local de atração de investimentos — para quem não sabe, MS dispõe de uma das mais modernas e seguras estratégias de incentivos do país. Outro eixo está ligado à arrojada e estratégica meta de tornar o estado carbono neutro até 2030.

O que é a Rota Bioceânica?

Rota Bioceânica — o corredor que liga o Atlântico ao Pacífico, encurtando em quase duas semanas a distância entre o Brasil e a China —, as oportunidades logísticas e as PPPs, além da qualificação de mão de obra, são os demais eixos que explicam a dianteira que o estado tomou.

“Nos últimos anos, apesar da pandemia, a atividade industrial em Mato Grosso do Sul se manteve numa trajetória de forte crescimento, sendo capaz de proporcionar a abertura de mais de 12,9 mil vagas nos anos de 2020 e 2021, por exemplo, o que representou 30% de todo emprego formal criado no estado neste período”, diz Sérgio Longen, presidente da Fiems e vice-presidente da CNI.

Ele registra que o envolvimento que existe entre o setor produtivo e o setor público é outro diferencial de MS. “A Fiems tem um bom relacionamento com o governo do estado e com a Assembleia Legislativa, o que favorece a elaboração de projetos em conjunto que só contribuem para o desenvolvimento”, diz Longen. “Esse bom relacionamento é fundamental para termos um ambiente de negócios seguro para os empresários.”

Rota Bioceânica: corredor que liga o Atlântico ao Pacífico vai encurtar em quase duas semanas a distância entre o Brasil e a China (Toninho Ruiz/Divulgação)

MS: um estado em transformação

Além de detalhar a política de atração de investimentos do estado, o evento na CNI vai apresentar quais são as fontes de financiamento oferecidas para novos negócios e destacar os avanços obtidos em relação à desburocratização no licenciamento ambiental de empreendimentos. “O Estado brasileiro precisa deixar de ser um fardo que as empresas e os cidadãos carregam nos ombros”, defende o governador Eduardo Riedel.

Já o eixo ligado à neutralidade de carbono aborda os instrumentos econômicos adotados para que o estado atinja sua meta. Inclui a criação do inventário estadual de gases de efeito estufa, o acordo climático sul-mato-grossense, o combate ao desmatamento ilegal e a valorização de ativos ambientais, que vão além do Pantanal. E ainda faltou falar dos esforços em prol da transição energética — atualmente a maior matriz local é o biogás/biomassa.

“Simplesmente não há futuro sem a sustentabilidade da produção”, alerta Riedel. “Ou descarbonizamos a economia, reduzimos a desigualdade e nos ajustamos, todos, a uma nova agenda, ou, no médio prazo, sofreremos uma verdadeira tragédia civilizatória. Outro ponto a se levar em consideração é que o agronegócio e o meio ambiente não são antagônicos. Eles devem caminhar juntos”.

No MS Day, o governo também apresenta cronogramas e explicações a respeito da Rota Bioceânica, que promete transformar Mato Grosso do Sul em um grande hub logístico brasileiro e sul-americano, fortalecendo o Mercosul e as relações comerciais com toda a Ásia. Além de ligar os oceanos Atlântico e Pacífico, o corredor rodoviário vai conectar quatro países — Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Daí as oportunidades logísticas e as PPPs destacadas em outro eixo temático do MS Day. O governo estadual também tem planos para rodovias estaduais e federais, como a BR-163, e planeja criar ferrovias, aeroportos regionais e portos.

Avanços em tecnologia e telecomunicações, energia limpa e renovável, saneamento básico e meio ambiente também estão no radar. Para acelerar a qualificação de mão-de-obra, foi desenhado um programa de formação para 28 áreas — envolve desde iniciação profissional até pós-graduações.

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