O aumento de moradores de ruas e usuários de drogas tem tornado motivo de medo da população

‘Cidade em Agonia’ traz o ‘Caos à Vista’, vamos mergulhar de cabeça em uma questão que não pode mais ser ignorada, uma questão que transformou o dia a dia da comunidade em Campo Grande, a capital do Mato Grosso do Sul, em um pesadelo. O cenário que se desenha diante da antiga rodoviária, situada na Rua Barão do Rio Branco, é muito mais do que um problema. É um espelho cruel das nossas inúmeras falhas sociais, e a resposta precisa ser mais do que humanitária e colaborativa e deve ser radical e urgente.

Nossa equipe de reportagem, acompanhou as noites e madrugadas do centro da Cidade Morena, e o que testemunharam é estarrecedor: uma legião de sem-teto e dependentes químicos, uma presença indiscutível e persistente que assola a área há tempos. Recentemente, essa crise alcançou níveis alarmantes, com mais de uma centena de almas vagando sem rumo nas ruas durante a madrugada. Isso é o reflexo inequívoco das agruras enfrentadas por inúmeros cidadãos que clamam por abrigo e apoio, mas recebem apenas indiferença.

Os sem-teto encaram uma sucessão de desafios, desde a falta de um teto seguro até a luta pela sobrevivência, pela comida e vestimenta. E a presença de dependentes químicos no mesmo espaço só torna essa tragédia humana ainda mais sombria, com problemas sociais, de saúde e de segurança se multiplicando exponencialmente. É uma crise complexa que exige ação imediata, não apenas retórica.

A comunidade local, já exausta, vê sua vida cotidiana dilacerada pelo aumento dos moradores de rua e viciados na região. O medo e o desconforto se propagam como um vírus. Comerciantes e residentes relatam dificuldades crescentes, com a criminalidade e o vandalismo se alastrando. É mais do que justo que a comunidade exija soluções práticas e duradouras.

A Guarda Civil Metropolitana tem disponibilizado ônibus e viaturas para auxiliar a população sem teto que pede ajuda no local.

No entanto, a Polícia Militar destaca que os guardas não podem obrigar os sem-teto a irem para locais seguros durante a noite, pois eles têm o direito de ir e vir, não são criminosos, mas pessoas desamparadas que têm a liberdade de escolha.

A criação de abrigos e centros de assistência com serviços de saúde mental, reabilitação e reintegração social é uma prioridade inadiável. Além disso, é imperativo aumentar a conscientização pública sobre a complexidade desses problemas, a fim de reduzir o estigma que envolve os sem-teto e dependentes químicos.

A capital em última análise, tem uma chance única de enfrentar esses desafios com compaixão, solidariedade e resolução. Através de esforços conjuntos e políticas adequadas, podemos transformar a antiga rodoviária em um símbolo de renovação e esperança, onde os mais vulneráveis recebem o apoio necessário para reconstruir suas vidas e reintegrar plenamente à sociedade. Só assim poderemos realmente aliviar a agonia da cidade e construir um futuro mais inclusivo para todos os seus habitantes. É hora de agir, antes que nossa cidade agonize ainda mais.

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