Patrimônio histórico de Campo Grande fica abandonado e leva risco a moradores

Residência abandonada localizada na Rua Antônio Maria Coelho com a Rua dos Ferroviários se tornou motivo de preocupação e medo para moradores da região central de Campo Grande. O local serve como ponto de encontro para usuários de drogas da região.

O imóvel que no passado já foi residência dos antigos funcionários da extinta Noroeste do Brasil, hoje se encontra em ruínas e está sendo frequentado por traficantes e por moradores de ruas.

Segundo morador da região, o imóvel foi tombado pelo poder municipal, estadual, federal e a situação é bastante deplorável e nenhuma das instituições responsáveis tem tomado providências.

“Acredito que há uma omissão do poder público na fiscalização, principalmente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que é o responsável direto pelo patrimônio”, explica o morador.

Mesmo com o imóvel depredado e destruído, o morador explica que basta passar em frente ao endereço para logo notar o clima de medo e insegurança. Mesmo com a residência depredada e destruída é possível observar a presença de pessoas que usam o local para se esconder e fazer consumo de drogas.

“Penso que alguma providência deveria ser tomada, o prédio ser reformado e não ficar nessa situação de abandono, principalmente por ser um imóvel que já fez parte da história da cidade”, complementa o morador.

Veja a nota do Iphan: 

O Imóvel mencionado, localizado na rua dos ferroviários nº 10, de fato integra o Conjunto Histórico e Urbanístico da Antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil de Campo Grande, tombado em 3/12/2009, como patrimônio cultural brasileiro. Da mesma forma, o conjunto também é protegido no âmbito municipal a partir do (lei municipal) e Estadual, com a (lei estadual).

Vale esclarecer que em nenhum destes casos há uma proteção individualizada sobre este imóvel, mas que, no caso federal, ele encontra-se dentro da poligonal de tombamento do conjunto urbano com 22,3 hectares, composto de 135 edifícios em alvenaria e madeira – erguidos em datas diferentes a partir da ampliação das atividades da companhia ferroviária na região.

O imóvel em questão passou por processo fiscalizatório do Iphan, além de análises de pedidos de autorização de obras, que não tiveram continuidade por parte dos requerentes, em 2019 e em 2021 e encontra-se atualmente em um processo de novas tratativas a fim de regularizar a situação e encaminhar para possível intervenção.

O que diz a prefeitura?

 

A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur) esclarece que o referido imóvel está tombado pelo município e pela esfera federal (Iphan), porém, é particular e desta forma, é dever do proprietário zelar pelo bem. 

O Iphan já está em tratativas com o proprietário há algum tempo e novamente, após a denúncia.

A Semadur, informa que o proprietário do referido imóvel foi notificado para o isolamento do mesmo, assim, impedindo o acesso e depredação de terceiros. Estando a Notificação dentro dos prazos estabelecidos em lei.



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