Santa Casa fechará leitos psiquiátricos por falta de recursos

Hospital alega gasto de R$ 200 mil por mês e atribui o fechamento à falta de repasse da Prefeitura

A Santa Casa de Campo Grande informou ao Campo Grande News que a ala psiquiátrica da unidade será fechada por falta de recursos. De acordo com a assessoria do hospital, a medida será tomada por conta da falta de contrato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) desde dezembro de 2022. Ainda segundo a entidade, o gasto mensal de manutenção da ala, sem a ajuda financeira, é de R$ 200 mil.

“O que impacta substancialmente no orçamento disponível para as especialidades de alta complexidade oferecidas pelo hospital. Como consequência dessa dificuldade financeira, foram fechados os 20 leitos destinados à internação de pacientes que estão passando pelo tratamento de desintoxicação, seguindo protocolos clínicos”, diz a nota.

Segundo a assessoria do hospital, os pacientes já internados serão inseridos no CORE/MS (Complexo Regulador Estadual) e deverão retornar aos CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) ou a unidades de internação geridas pelos gestores públicos:

“Essa é uma medida necessária, dada a falta de contrato para a regularização do serviço e depende do tratamento com cada paciente, mas será em questão de dias. Vale ressaltar que não estamos mais admitindo, apenas concluindo os tratamentos, dando alta e redirecionando os que ainda estão com necessidade de internação”.

“Meu filho é esquizofrênico necessita de cuidados, porém ele foge do CAPS, pois é porta aberta. Agora que conseguimos esse serviço de atendimento para pessoas com necessidade especial pela Santa Casa não estão aceitando pacientes. Fui até lá para ver se conseguia vaga pra ele e a informação foi essa, que por falta de acordo com Sesau e eles não tem mais atendimento”, disse uma leitora que prefere não se identificar.

Ela ressalta que os pacientes precisam de ajuda, pois vários estão nas ruas devido a falta de assistência pública. “O serviço está com poucos pacientes, enquanto a cidade está cheia de pessoas em sofrimento mental precisando de atendimento e internação. UPAs estão lotadas, o CAPS não tem vaga, com eles ficam?”, indaga.

A reportagem questionou a Prefeitura de Campo Grande, mas até a publicação desta matéria não obteve resposta.

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