Tecnologia que incrementa produção de alho em 150% é usado por um único produtor em MS

Produção dessa hortaliça no Estado é concentrada na agricultura familiar e chega a 6 mil quilos por hectare

De domínio público, a tecnologia de produção do alho-semente livre de vírus já levou ao incremento de até 150% dessa cultura no País e, ainda que não seja o “forte de produção comercial” do Estado, apenas um produtor – de Mundo Novo – trabalha com essa ferramenta em Mato Grosso do Sul. 

Mesmo que o Estado possua uma facha de Cerrado – região em que há produção de até 25 toneladas por hectares -, MS não possui uma produção comercial de alho, diferente de Santa Catarina e Goiás, como cita a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Mato Grosso do Sul.

Concentrado, portanto, nas mãos da agricultura familiar, Mato Grosso do Sul conta hoje com 25 produtores de alho, segundo levantamento junto aos 78 escritórios municipais da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer). 

Conforme a Agência, estes produtores sul-mato-grossenses estão localizados hoje em: 

  •  Amambai (4),
  • Bandeirantes (1),
  • Coronel Sapucaia (2),
  • Itaquiraí (2),
  • Mundo Novo (2),
  • Naviraí (5),
  • Ponta Porã (6) e
  • Ribas do Rio Pardo (3)

 “Apenas um deles utiliza a tecnologia do alho-semente livre de vírus, em Mundo Novo, tendo iniciado o plantio há um ano”, detalha a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural.

Ainda, a Agraer aponta que todos esses 25 produtores somam uma produção mensal de 6 mil quilos por hectare deste cultivo específico. 

Entenda a tecnologia

Ainda no fim dos anos 1990, o Brasil produzia em torno de 8 tonelada de alho, sofrendo um incremento de mais de 212% e chegando à casa de 25 toneladas por hectare. 

Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) contabilizam 220 mil toneladas de alho produzidas, na safra 2021/22, em uma área plantada de 16 mil hectares, com rendimento médio de 13.750 kg/ha.

Pesquisa em desenvolvimento há mais de três décadas, o alho-semente livre de vírus teve processos de limpeza, identificação de virosos e desenvolvimento de protocolos para avalização dessas plantas no campo de produção comercial. 

“A segunda parte se concentrou em levar a tecnologia para o agricultor e garantir a manutenção desse alho nas regiões produtoras, reduzindo a dependência da instituição geradora do material livre de vírus”, explica Francisco Vilela Resende, da Embrapa Hortaliças (DF).

Ainda assim, há desafios nessa cultura, envolvendo desde a mecanização do plantio e da colheita, até mesmo fases de pesquisas, podendo citar: 

ênfase no manejo fitossanitário; desenvolvimento e recomendação de novas cultivares; pesquisa em manejo de solos; e ajustes na tecnologia de vernalização de sementes

Todas essas iniciativas devem expandir as áreas de produção pelo território nacional, melhorando o comportamento do alho diante das condições climáticas e incrementando a produtividade. 

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